Comandante Braga

Atual texto da PEC 18 pode gerar insegurança jurídica e avalanche de ações no STF, alerta Comandante Braga

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pec 18

A tramitação da PEC 18 no Congresso Nacional tem gerado preocupação entre especialistas da área jurídica e representantes das Guardas Municipais. Durante análise recente do texto atual, o Comandante Carlos Alexandre Braga, diretor jurídico do Conselho Nacional das Guardas Municipais, afirmou que a proposta pode abrir espaço para uma série de disputas judiciais, criando um cenário de insegurança jurídica no país.

Segundo Braga, o texto aprovado na Câmara dos Deputados apresenta pontos que podem gerar interpretações divergentes, principalmente no que diz respeito às atribuições das Guardas Municipais e à criação da chamada Polícia Municipal. Para ele, a falta de clareza em alguns dispositivos tende a provocar questionamentos formais no Supremo Tribunal Federal.

O comandante destacou que mudanças constitucionais dessa magnitude, especialmente quando alteram competências e estruturas da segurança pública, costumam resultar em ações diretas de inconstitucionalidade. Nesse contexto, ele avalia que a PEC 18 pode desencadear uma “avalanche” de processos no STF, envolvendo desde disputas institucionais até questionamentos sobre a legalidade de novas atribuições.

Disputas podem se arrastar por anos

Outro ponto levantado por Braga é o tempo necessário para que essas ações sejam analisadas. De acordo com ele, mesmo que existam dúvidas sobre a constitucionalidade de trechos da PEC, a norma continua válida até que o Supremo se manifeste oficialmente. Isso significa que possíveis conflitos jurídicos podem se prolongar por anos, afetando diretamente a atuação das corporações municipais.

Você pode assistir a entrevista na íntegra através do link abaixo (via Reinaldo Monteiro, YouTube):

Na prática, esse cenário pode gerar incerteza para gestores públicos e agentes de segurança. Municípios podem ficar em dúvida sobre como aplicar as novas regras, enquanto profissionais das Guardas Municipais podem enfrentar mudanças sem definição clara sobre suas atribuições e direitos.

Além disso, Braga ressalta que a criação da Polícia Municipal, prevista na PEC, depende de regulamentação futura por meio de lei federal. Até que essa etapa seja concluída, a ausência de normas específicas tende a ampliar ainda mais o espaço para interpretações distintas e disputas judiciais.

A análise apresentada indica que, embora a PEC 18 busque reorganizar a segurança pública, o texto atual ainda levanta questionamentos relevantes. Diante disso, a tramitação no Senado passa a ser vista como uma etapa decisiva para ajustes que possam reduzir riscos jurídicos e evitar um cenário de judicialização prolongada no país.

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